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“The Voice Brasil”: técnicos comentam as novidades da 7ª temporada do programa

10 JUL 2018
10 de Julho de 2018
No dia 17 de julho, próxima terça-feira, estreia a 7ª temporada do “The Voice Brasil”. O programa, queridinho da audiência da TV Globo, retomará com os técnicos Ivete Sangalo, Lulu Santos, Michel Teló e Carlinhos Brown, e uma série de novidades. A primeira delas é a dose dupla: a exemplo do “The Voice” americano, o brasileiro passa a ser exibido duas vezes por semana – terças e quintas, depois da novela “Segundo Sol”. Vai ser muito mais música para os telespectadores!



– O programa vai continuar na mesma pegada. É bastante dinâmico. Com dois dias na semana, a gente vai poder contar um pouco mais da história das pessoas. Eu acho que nós técnicos também vamos poder cantar mais e curtir juntos. Nos últimos anos, não houve tantas apresentações. Acho que agora a gente vai ter mais tempo para se divertir com o programa. – diz Teló.

Além disso, o botão de “bloqueio” – já conhecido na franquia internacional – chega ao Brasil. Ele é usado na primeira etapa do programa, as audições às cegas: os técnicos podem bloquear uns aos outros, para ter mais chances de ficar com um candidato que queiram muito. Por exemplo, Ivete ouviu uma voz incrível, mas acha que o estilo pode ter a ver com Brown, então ela bloqueia o músico, e assim o candidato não pode ir para o time dele. Ivete, Lulu e Brown estão empolgados para usar o botão contra Michel Teló, cujo time venceu três temporadas seguidas. “Esse ano eu quero chegar bem forte, pois Teló está muito invicto. Vamos mudar essa história!”, brinca Ivete.





Já na fase da “Batalha dos Técnicos” (a quarta etapa), a novidade é a “salvação instantânea”. Um dos eliminados nesta etapa do programa retornará a competição por voto do público na Internet. Promete ser uma reviravolta! Lembrando que a vitória no programa vale um prêmio de R$ 500 mil e um contrato com a gravadora Universal Music. Na coletiva de lançamento do programa, na segunda (9/7), no Rio de Janeiro, os técnicos fizeram questão de frisar que o “The Voice” não é uma fábrica de carreiras meteóricas. Para artistas de diversos cantos do Brasil, estar na TV já é uma vitória. Brown, inclusive, diz que há muitos candidatos que cantam mais que os próprios técnicos.

– Esse é o grande desafio: como eu vou tecer uma opinião em algo que estou vendo que me supera? A gente tem que buscar, em nossos defeitos, algum sentido. – pondera o músico, vencedor do Grammy Latino e indicado ao Oscar – A expectativa de se transformar em estrela é muito pessoal. Na verdade, o programa “publicita” alguém, apresenta esse talento. O “The Voice” expõe. Quando os artistas vão saindo, eles sentem falta desse braço de comunicação, de que a comunicação continue ao lado deles. Mas talento é uma coisa, fama é outra.





Toda a equipe é unânime na opinião de que o programa muda a vida das pessoas – mesmo que não se tornem o hit do momento. Os cantores participantes passam a fazer mais shows, embarcam em turnês, criam uma base sólida de seguidores e, em muitos casos, simplesmente ganham mais segurança para seguir em frente. O apresentador Tiago Leifert destaca que vários candidatos estavam prestes a desistir da carreira, quando ganharam o fôlego do “The Voice”. Na especial de lançamento do programa, por exemplo, reapareceu Gustavo Fagundes, participante da 1ª temporada, que trocou a carreira de Medicina pela música e conseguiu contrato com a Universal mesmo sem vencer a competição.

Aliás, falando sobre vitória, Michel Teló dá a dica para quem encara a disputa a sério e quer consagrar-se campeão. “Primeiro, tem a luz. Tem muito isso: aquele momento em que as coisas se alinham a seu favor. Mas, claro, tem que ter uma grande voz aqui. Eu creio que, nas três temporadas em que participei, quem ganhou é quem realmente merecia. Era quem chegava lá e rasgava, levantava as pessoas e emocionava. A atitude da pessoa também conta muito. Então é isso: uma grande voz, atitude e a luz”, opina. Já Ivete dá um conselho para os artistas depois de participarem do programa: responsabilidade com o trabalho. “Tem essa confusão de ‘eu sou artista, posso chegar a hora que eu quiser, eu quero tantas coisas…’ Não é assim. Você não tem um inimigo do lado de lá: você tem alguém que está fazendo a coisa acontecer junto de você. Do ponto de vista emocional, por mais talento que você tenha, se você não tiver carinho com o público… É muito contraditório você querer chegar no show e ele estar cheio, com as pessoas cantando sua música, e você não quer dar nada? Naquela troca, você já se abasteceu para outra empreitada. Se você começa a desdenhar daquilo, uma hora você vai sentir falta”, avisa.

Fonte: Portal Popline
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