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Perícia confirma presença de clonazepam em casal de idosos morto em BH; polícia identifica veículo usado na fuga

Segundo a Polícia Civil, Paola informou informalmente que, após o crime, abordou um motorista de aplicativo que descansava em uma rua próxima ao prédio das vítimas e ofereceu R$ 40 para que ele fizesse o transporte. A investigação já solicitou informações às plataformas de transporte por aplicativo para confirmar a versão apresentada pela suspeita e esclarecer a participação do veículo na fuga.

A investigação sobre o assassinato de um casal de idosos em um apartamento de alto padrão na Região Centro-Sul de Belo Horizonte ganhou novos desdobramentos. A Polícia Civil confirmou que exames periciais detectaram a presença de clonazepam no organismo das vítimas, reforçando a linha investigativa de que elas foram dopadas antes do crime.

De acordo com os investigadores, o medicamento, conhecido por seu efeito sedativo e ansiolítico, teria sido administrado pela diarista Paola Stefany Neto Cirino, presa na última quinta-feira (2), em Itabira, na Região Central de Minas Gerais. A suspeita confessou o duplo homicídio e também admitiu ter levado joias, dinheiro e outros objetos do apartamento após os assassinatos.

Segundo a Polícia Civil, o exame toxicológico confirmou a existência do calmante no sangue das vítimas, corroborando o relato apresentado pela suspeita durante o interrogatório. Ela afirmou ter misturado comprimidos de clonazepam na bebida servida ao casal antes de cometer o crime.

Apesar da declaração de Paola de que utilizou quatro comprimidos do medicamento, a polícia acredita que a quantidade possa ter sido superior. A principal hipótese é de que uma dosagem maior tenha sido empregada para reduzir significativamente a capacidade de reação das vítimas.

As investigações também avançaram em relação à fuga da suspeita. A polícia identificou a placa do veículo e o proprietário do automóvel utilizado para levá-la até a região central da capital mineira logo após o crime.

Conforme informações repassadas pela investigação, Paola relatou informalmente que abordou um motorista de aplicativo que descansava nas proximidades do prédio onde ocorreu o homicídio e ofereceu R$ 40 pela corrida. Para verificar essa versão, a Polícia Civil requisitou dados às plataformas de transporte por aplicativo, buscando confirmar a viagem e esclarecer as circunstâncias da participação do veículo.

O clonazepam é um medicamento indicado para o tratamento de transtornos de ansiedade e crises convulsivas. Quando ingerido em doses elevadas, pode provocar intensa sedação, comprometendo reflexos e a capacidade de reação.

A Polícia Civil segue reunindo provas para concluir o inquérito e esclarecer todos os detalhes do caso.

FONTE: G1

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