Mulher é suspeita de não ter impedido as agressões sofridas pelo filho; pai já havia sido preso e confessou o crime.
A investigação sobre a morte do menino Oliver Golden Grayson, de 3 anos, ganhou um novo desdobramento nesta quinta-feira (9). A Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão preventiva contra a mãe da criança, Mayanna Angelina Rodgers, por suspeita de omissão diante das agressões que culminaram na morte do filho.
O caso ocorreu em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Conforme a apuração policial, os indícios reunidos durante as investigações apontam que a mulher pode ter deixado de agir para proteger a criança, o que motivou a decisão judicial pela prisão.
Oliver estava internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS), na capital gaúcha, mas não resistiu aos ferimentos. A morte cerebral foi confirmada na noite de quarta-feira (8). Após a confirmação do óbito, a família autorizou a doação dos órgãos do menino, procedimento realizado na manhã seguinte.
O pai da criança, Dandre Jermaine Grayson, segue preso preventivamente desde o último domingo (5). Em depoimento à Polícia Civil, ele admitiu ter cometido as agressões e relatou que atacou o filho após a criança não responder ao seu cumprimento pela manhã. Segundo a investigação, o homem desferiu socos e ainda bateu a cabeça do menino contra o chão.
No início das apurações, os investigadores avaliavam a possibilidade de a mãe também ser vítima de violência doméstica praticada pelo companheiro. Diante dessa hipótese, chegou a ser solicitado um pedido de medida protetiva em favor dela. Entretanto, o andamento do inquérito levou a polícia a concluir que havia elementos suficientes para pedir sua prisão por suposta omissão.
A família vivia no Brasil havia cerca de nove anos e estava instalada há aproximadamente seis meses no distrito de Águas Claras, em Viamão.
Os quatro irmãos de Oliver, com idades entre 1 e 9 anos, foram retirados da guarda dos pais e encaminhados para acolhimento institucional por determinação do Conselho Tutelar. Além disso, a Polícia Civil também apura denúncias de possíveis episódios de violência contra as três crianças mais velhas durante o período em que a família residiu em outros estados brasileiros.
O inquérito segue em andamento para esclarecer todos os fatos e definir a responsabilidade criminal de cada um dos envolvidos no caso.
FONTE: G1


