Especialistas defendem foco em infraestrutura e cooperação internacional.
A construção de uma maior autonomia tecnológica passa por escolhas estratégicas e realistas, priorizando investimentos em áreas essenciais sem abrir mão da integração com o mercado global. Especialistas defendem que a soberania digital não deve ser confundida com autossuficiência absoluta, mas sim com a capacidade de tomar decisões independentes e reduzir vulnerabilidades em setores considerados críticos.
Em vez de tentar reproduzir internamente toda a cadeia global de tecnologia, a recomendação é concentrar esforços em segmentos onde o país possui potencial de desenvolvimento e necessidades concretas, como a infraestrutura de dados, sistemas estratégicos e outras áreas essenciais para a segurança nacional e a economia.
Outro ponto considerado fundamental é fortalecer o conhecimento técnico e ampliar as alternativas de fornecedores e parceiros. Dessa forma, o país ganha maior poder de negociação e reduz a dependência de decisões tomadas por governos ou empresas estrangeiras.
No cenário da Inteligência Artificial (IA), especialistas alertam que o debate sobre soberania tecnológica deve ser conduzido de forma pragmática. Embora a disputa por liderança tecnológica tenha forte influência geopolítica, a meta não deve ser a independência total em relação às plataformas internacionais, mas o fortalecimento da capacidade de escolha, da interoperabilidade entre sistemas e da diversificação de soluções disponíveis.
Essa abordagem reforça que a autonomia tecnológica depende de planejamento de longo prazo, investimentos direcionados e cooperação internacional, permitindo ao país ampliar sua competitividade sem abrir mão da integração com o ecossistema global de inovação.
Folha


