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Inmet prevê calor acima da média e baixa umidade no Sudeste

Boletim aponta cenário de atenção para o campo nos próximos meses.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou o Boletim Agroclimatológico Mensal com as projeções para o trimestre de julho a setembro de 2026. O levantamento reúne informações sobre o comportamento do clima, a disponibilidade de água no solo e os possíveis impactos para a produção agropecuária em todo o país, auxiliando produtores no planejamento das atividades rurais.

Além das previsões para os próximos meses, o documento também apresenta um balanço das condições climáticas registradas em junho e uma análise das condições dos oceanos, fatores que influenciam diretamente o regime de chuvas e as temperaturas no Brasil.

Sudeste terá calor acima da média

Para a Região Sudeste, a previsão indica temperaturas superiores à média histórica durante todo o trimestre. Em Minas Gerais, especialmente nas regiões oeste e noroeste, os termômetros podem registrar valores entre 1°C e 2°C acima do normal para esta época do ano. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o aumento previsto é de até 1°C.

Em relação às chuvas, a expectativa é de volumes próximos da média em boa parte de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e nas regiões oeste e norte de São Paulo. Já o Espírito Santo e o extremo nordeste mineiro devem registrar precipitações abaixo do esperado. Por outro lado, áreas do sul e do leste paulista poderão receber chuvas acima da média.

Solo terá baixa disponibilidade de água

O boletim também alerta para a redução da umidade do solo ao longo do trimestre. A maior parte de Minas Gerais, além do Rio de Janeiro, Espírito Santo e centro-norte de São Paulo, deverá enfrentar baixos níveis de armazenamento de água, reflexo do período mais seco do ano na região.

As melhores condições de disponibilidade hídrica são esperadas apenas no extremo sul e no leste paulista, favorecendo culturas de inverno, hortaliças e a recuperação das pastagens.

Déficit hídrico preocupa produtores

Outro ponto de atenção é o aumento da deficiência hídrica. A previsão indica déficit superior a 30 milímetros em grande parte de Minas Gerais durante julho, agosto e setembro, podendo ultrapassar os 100 milímetros no noroeste do estado até o fim do trimestre.

Esse cenário pode limitar o desenvolvimento das lavouras cultivadas sem irrigação e elevar a necessidade de fornecimento de água nas áreas irrigadas, devido às temperaturas elevadas e à maior evaporação.

Cafeicultura e trigo exigem atenção

O Inmet destaca que a combinação entre calor acima da média e pouca chuva exige cuidados especiais na agricultura. Na cafeicultura, o inverno seco favorece o período de dormência das plantas, mas chuvas isoladas acompanhadas de temperaturas elevadas podem provocar floradas antecipadas e desuniformes, aumentando o risco de perdas caso não haja continuidade das precipitações.

Já para o trigo e outras culturas de inverno, a baixa disponibilidade de água pode comprometer o desenvolvimento das lavouras de sequeiro. Nas áreas irrigadas, o consumo de água tende a aumentar, o que também pode reduzir os níveis dos reservatórios antes da chegada do período chuvoso.

INMET

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