Reservatório alcança 67% da capacidade útil, impulsionando turismo e contribuindo para um cenário mais favorável na geração de energia.
O Lago de Furnas apresentou uma recuperação significativa nas últimas semanas e chegou a cerca de 67% do seu volume útil, resultado das chuvas registradas acima da média durante o inverno no Sul de Minas. A melhora nas condições do reservatório pode gerar efeitos positivos não apenas para a região, mas também para o setor elétrico nacional.
Dados recentes indicam que o índice de precipitação em junho ficou aproximadamente 83% acima da média histórica. Com isso, o lago, que havia iniciado o outono com pouco mais da metade de sua capacidade, voltou a ganhar volume, modificando a paisagem em diversos pontos, como na travessia entre os municípios de Passos e São João Batista do Glória, onde áreas antes secas voltaram a ser cobertas pela água.
Especialistas explicam que a recuperação é consequência da combinação entre um inverno mais úmido, marcado pela atuação frequente de frentes frias, e a estratégia adotada pelo sistema elétrico brasileiro para preservar os níveis dos principais reservatórios do país.
Com maior disponibilidade de água para geração hidrelétrica, reduz-se a necessidade de utilização das usinas termelétricas, cuja produção possui custo mais elevado. Esse cenário tende a diminuir a pressão sobre as tarifas de energia, embora o valor final pago pelos consumidores dependa das condições de abastecimento de todo o Sistema Interligado Nacional.
Além dos possíveis benefícios para a conta de luz, o aumento do nível do Lago de Furnas fortalece atividades econômicas ligadas ao turismo, à navegação e ao lazer. A recuperação do reservatório favorece comerciantes, pousadas, restaurantes e empreendimentos que dependem diretamente do movimento de visitantes na região.
Meteorologistas destacam que o comportamento atípico do inverno, com chuvas mais frequentes e volumes superiores ao esperado para a estação, foi decisivo para a recuperação do lago, reforçando a importância das condições climáticas para a manutenção dos reservatórios brasileiros.
FONTE: G1


