Frio ganha força nesta quarta-feira, com previsão de geada em áreas de maior altitude e tempo seco predominando em boa parte do estado.
Uma intensa massa de ar polar começa a atuar sobre o Sudeste do Brasil nesta quarta-feira, trazendo uma redução significativa das temperaturas em Minas Gerais, além de áreas de São Paulo e Rio de Janeiro. A previsão indica condições favoráveis para a formação de geada em regiões de maior altitude, especialmente na Serra da Mantiqueira, em um dos episódios mais expressivos de frio deste inverno.
Em Minas Gerais, as primeiras horas do dia devem registrar temperaturas bastante baixas em diversas cidades do interior. O avanço do ar frio ocorre após a passagem de uma frente fria, que se deslocou para o oceano, permitindo a entrada de uma massa de ar seca e estável. Com menos nebulosidade durante a madrugada, o resfriamento se intensifica, favorecendo a ocorrência de geadas em pontos isolados do estado.
Mesmo com a presença do sol ao longo do dia, o frio tende a permanecer nas regiões serranas e de maior altitude. Durante a tarde, os termômetros devem apresentar elevação gradual, mas a sensação térmica continuará baixa em diversos municípios, principalmente onde os ventos contribuem para ampliar a percepção de frio.
Segundo previsões meteorológicas, a massa de ar polar também favorece a formação de geada em grande parte da Região Sul e em áreas elevadas localizadas entre Minas Gerais e São Paulo. A combinação entre temperaturas reduzidas, céu limpo e ar seco cria as condições ideais para o congelamento da umidade próxima ao solo nas primeiras horas da manhã.
Além do frio, o sistema mantém o tempo estável em boa parte do Centro-Sul do país. A baixa umidade e a ausência de nuvens reduzem significativamente as chances de chuva, garantindo dias de céu aberto e clima seco nos próximos dias.
Enquanto isso, regiões do Centro-Oeste, Norte e parte do interior do Nordeste continuam sob influência de uma massa de ar quente e seco. Nessas áreas, as temperaturas permanecem elevadas e a umidade relativa do ar tende a atingir níveis mais baixos, aumentando o risco de desconforto respiratório e desidratação. Especialistas orientam reforçar a hidratação, evitar exposição prolongada ao sol durante os períodos mais quentes e reduzir atividades físicas ao ar livre nos horários de maior calor.
As chuvas continuam restritas a áreas específicas do país. No litoral do Nordeste, a umidade vinda do oceano pode provocar pancadas isoladas, acompanhadas de raios e rajadas de vento. Já no extremo norte da Região Amazônica, ainda há previsão de instabilidades localizadas.
Diante da mudança nas condições climáticas, a recomendação é que moradores das regiões mais frias utilizem agasalhos adequados, principalmente durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã, período em que as temperaturas devem atingir os menores valores da semana.
FONTE: O TEMPO


