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Simples Nacional exige decisão antecipada de empresas

Empreendedores terão prazo até setembro para definir regime tributário.

A reforma tributária passa a exigir uma decisão estratégica dos pequenos empresários. Com a Resolução CGSN nº 186, publicada em abril de 2026, a escolha pelo regime de recolhimento do Simples Nacional foi antecipada para setembro, produzindo efeitos a partir de 2027.

A principal mudança permite que as empresas optem por recolher o IBS e a CBS, novos tributos que substituirão ICMS, ISS, PIS e Cofins, pelo regime regular, mantendo os demais impostos no Simples Nacional. Quem não fizer a opção continuará pagando os tributos por meio da guia única (DAS).

A decisão pode influenciar diretamente a competitividade das empresas, especialmente daquelas que vendem para outras empresas. Isso porque o novo sistema altera a forma de aproveitamento dos créditos tributários, podendo reduzir a atratividade dos optantes pelo Simples em negociações no mercado B2B. Já os negócios voltados ao consumidor final tendem a sofrer menor impacto.

Segundo a Receita Federal, o Simples Nacional reúne mais de 7,3 milhões de micro e pequenas empresas no país. Dados do Sebrae mostram que esse segmento foi responsável por cerca de 80% dos empregos formais gerados em 2025, reforçando a importância de um planejamento tributário antes do prazo final de setembro.

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