No mesmo período, Minas Gerais contabilizou 161.912 registros de violência contra a mulher, número superior ao observado no ano passado. Somente o Sul de Minas concentrou 22.551 ocorrências, representando cerca de 13,9% de todos os casos registrados no estado.
Os indicadores evidenciam que a violência doméstica e familiar segue presente na rotina de milhares de mulheres, reforçando a necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas à prevenção, ao atendimento das vítimas e à responsabilização dos autores das agressões.
Além dos números, os casos registrados revelam o impacto humano desse cenário. Entre eles está o de Elen Oliveira, que sobreviveu a uma série de agressões sofridas em 14 de junho deste ano, episódio que chama atenção para a gravidade da violência enfrentada por muitas mulheres.
Especialistas alertam que comportamentos abusivos e discursos que incentivam a misoginia, frequentemente disseminados nas redes sociais, podem contribuir para a normalização da violência de gênero e dificultar o rompimento do ciclo de agressões.
De acordo com o psicólogo e psicanalista Janilton Gabriel de Souza, o ciúme excessivo é um dos fatores que podem desencadear relações marcadas pelo controle, pela possessividade e por diferentes formas de violência, tornando fundamental a identificação precoce desses sinais para evitar situações mais graves.
FONTE: G1


