O excesso de umidade retardou a maturação dos frutos e dificultou o avanço dos trabalhos nas lavouras, deixando produtores em alerta.
O cenário varia conforme a região. Em Guaxupé e Três Pontas, cerca de um terço da área cultivada já foi colhida. Já na região de Varginha, o desenvolvimento dos grãos foi mais lento e a colheita ainda avança de forma tímida, com aproximadamente 20% da produção retirada dos cafezais.
Na Serra da Mantiqueira, onde as temperaturas mais baixas e a altitude prolongam naturalmente o ciclo da cultura, a colheita ainda está no início e representa cerca de 10% da safra prevista.
Especialistas apontam que a maturação mais lenta já era esperada neste ano, porém as chuvas durante o período de colheita ampliaram o atraso. Além de reduzir o ritmo das máquinas e das equipes no campo, a umidade provocou a queda de parte dos frutos maduros antes da colheita.
Esses grãos que permanecem no solo, conhecidos como café de varrição, costumam apresentar qualidade inferior, o que pode comprometer parte da produção destinada aos mercados mais exigentes.
Outro reflexo do atraso é a menor oferta de café no mercado neste momento. Com menos produto disponível, a tendência é de valorização dos preços nas próximas semanas, movimento que já começa a ser observado pelo setor cafeeiro.
Apesar das dificuldades enfrentadas nesta safra, ainda não há elementos suficientes para concluir se o atraso causado pelas chuvas terá consequências diretas sobre a produção do próximo ciclo.
FONTE : G1


