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Passagem subterrânea reduz atropelamentos de fauna perto do Aeroporto de BH

Estrutura já foi utilizada por 16 espécies silvestres e reforça a preservação da biodiversidade na região.

A passarela subterrânea instalada sob a rodovia LMG-800, principal via de acesso ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, tem apresentado resultados expressivos na proteção da fauna silvestre. De acordo com dados obtidos nos dois primeiros anos de monitoramento, a estrutura contribuiu para uma redução estimada de 83% nos casos de atropelamento de animais na região.

Com cerca de 60 metros de extensão e dois metros de altura, a passagem permite que diferentes espécies atravessem a rodovia com segurança, diminuindo os riscos tanto para os animais quanto para os motoristas. O monitoramento realizado por meio de armadilhas fotográficas já registrou a utilização do corredor ecológico por 16 espécies, entre elas jaguatirica, tamanduá-mirim, veado-catingueiro, capivara, paca e quati. Algumas dessas espécies estão classificadas como vulneráveis ou ameaçadas de extinção.

Construída em 2014, a estrutura está localizada em uma área estratégica de transição entre os biomas Mata Atlântica e Cerrado. O entorno reúne aproximadamente 310 hectares de Reserva Legal, 790 hectares de vegetação nativa preservada e outros 97 hectares de Área de Preservação Permanente (APP), formando um importante corredor para a circulação da fauna.

Segundo especialistas envolvidos no projeto, a passagem favorece o deslocamento dos animais entre fragmentos de vegetação, contribuindo para a conservação dos ecossistemas. Além de facilitar o acesso a áreas de alimentação e abrigo, o corredor também promove a troca genética entre populações da mesma espécie, fortalecendo a biodiversidade local.

A estrutura foi projetada com entradas e saídas posicionadas dentro das áreas de vegetação, enquanto cercas instaladas ao longo da rodovia orientam os animais até a travessia. Com o uso contínuo, diversas espécies passam a reconhecer o local como uma rota segura, ampliando a eficiência do sistema.

Atualmente, a manutenção da passagem é de responsabilidade da BH Airport, que desenvolve ações permanentes de monitoramento ambiental em parceria com a Área de Proteção Ambiental Carste de Lagoa Santa (APA Carste). Os levantamentos produzidos durante esse acompanhamento também são disponibilizados para instituições de pesquisa, contribuindo com estudos científicos voltados à conservação da fauna e dos ecossistemas da região.

AMDA

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