Cadastro eleitoral cresce e população votante fica mais envelhecida
O Brasil contará com 158,7 milhões de eleitores aptos a participar do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para o dia 4 de outubro. Os dados foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e apontam um aumento de aproximadamente 2,3 milhões de eleitores, o que representa um crescimento de 1,5% em relação ao pleito realizado em 2022.
Nas eleições gerais, os brasileiros irão às urnas para escolher os ocupantes de cinco cargos: presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital, conforme a unidade da Federação.
Entre as regiões do país, o Norte apresentou a maior expansão proporcional do eleitorado. O número de votantes passou de cerca de 12,6 milhões para 13,1 milhões, um avanço de 4,4%, equivalente a quase 549 mil novos eleitores. Com esse crescimento, a região representa 8,3% do total de eleitores brasileiros.
Embora o Sudeste permaneça como o maior colégio eleitoral do país, a região registrou redução na participação proporcional do eleitorado nacional. Em contrapartida, Norte e Centro-Oeste concentraram boa parte do crescimento observado entre 2022 e 2026, somando cerca de 1 milhão de novos eleitores.
O número de brasileiros aptos a votar no exterior também aumentou de forma significativa. O contingente chegou a 918,9 mil eleitores, crescimento de 31,8% em comparação com as eleições anteriores, quando pouco mais de 697 mil cidadãos estavam registrados para votar fora do país.
Na análise por estados, os maiores aumentos proporcionais foram registrados em Roraima, Tocantins e Mato Grosso, enquanto o Rio de Janeiro apresentou crescimento discreto no total de eleitores cadastrados.
Outro dado destacado pela Justiça Eleitoral é o avanço do envelhecimento do eleitorado brasileiro. Pessoas com 60 anos ou mais representam agora 23,6% dos eleitores, o maior percentual já registrado. Em 2010, esse grupo correspondia a 15,3% do total, passando para 21% nas eleições de 2022.
Ao mesmo tempo, houve redução da participação de eleitores em todas as faixas etárias com menos de 45 anos, refletindo uma mudança gradual no perfil demográfico do eleitorado brasileiro. A tendência reforça o crescimento da população idosa entre os aptos a votar nas próximas eleições.
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