Ação internacional bloqueou sites, IPs e canais usados para transmissões ilegais.
Operação internacional bloqueia sites e canais usados para pirataria durante a Copa de 2026
Uma força-tarefa internacional voltada ao combate da pirataria digital durante a Copa do Mundo da FIFA 2026 desativou centenas de plataformas utilizadas para a transmissão ilegal das partidas. No Brasil, a operação resultou no bloqueio de 309 domínios, 109 endereços de IP e na remoção de 348 grupos e canais do Telegram que distribuíam o conteúdo sem autorização.
A iniciativa, denominada Operação Cartão Vermelho, foi realizada de forma simultânea em nove países e coordenada por autoridades dos Estados Unidos, por meio do Departamento de Justiça (DOJ) e da Homeland Security Investigations (HSI). Em território brasileiro, os trabalhos foram conduzidos pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com o apoio da Polícia Civil de Pernambuco.
Combate às transmissões ilegais
A ação teve como principal objetivo interromper a atuação de serviços clandestinos de IPTV, plataformas de streaming irregulares e canais digitais que compartilhavam sinais piratas das partidas da Copa do Mundo.
Além dos bloqueios, o MJSP determinou a retirada dos 309 domínios dos principais mecanismos de busca da internet, reduzindo a visibilidade e dificultando o acesso dos usuários aos sites utilizados para a distribuição ilegal das transmissões.
Os grupos e canais removidos do Telegram eram empregados para divulgar links e retransmitir os jogos sem autorização dos detentores dos direitos de exibição. De acordo com as autoridades, a medida impactou diretamente uma rede que alcançava mais de 1,5 milhão de usuários na plataforma.
Segundo o ministério, os serviços ilegais de IPTV e streaming continuam entre os principais meios utilizados para a disseminação de conteúdos protegidos por direitos autorais em diversos países da América Latina.
Cooperação entre órgãos e países
A operação contou com a participação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), que colaboraram nas medidas de bloqueio de páginas e serviços envolvidos na retransmissão irregular das partidas.
Além do Brasil, também participaram da ofensiva Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, República Dominicana e Estados Unidos.
Nos demais países, a operação também resultou na apreensão de produtos falsificados ligados à Copa do Mundo, incluindo camisas esportivas, itens promocionais e álbuns de figurinhas.
As autoridades destacaram que a iniciativa buscou enfraquecer organizações criminosas que lucram tanto com a pirataria digital quanto com a comercialização de produtos falsificados, reforçando a proteção dos direitos de propriedade intelectual e dos consumidores.
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