Pontuação financeira influencia análises, mas não é o único critério adotado.
O aumento da procura por crédito tem transformado os empréstimos em uma ferramenta cada vez mais presente no planejamento financeiro dos brasileiros. Um levantamento da Consumoteca aponta que 56% da população buscou alguma modalidade de crédito em 2025, demonstrando que o recurso deixou de ser utilizado apenas em situações de emergência e passou a fazer parte da administração do orçamento familiar.
Esse cenário acompanha o crescimento do endividamento no país. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), indicam que, em abril de 2026, 80,9% das famílias brasileiras possuíam algum tipo de dívida, registrando o quarto recorde consecutivo da série histórica.
Na análise para concessão de empréstimos, um dos fatores mais observados pelas instituições financeiras é o score de crédito. A pontuação busca estimar o risco de inadimplência do consumidor e pode influenciar diretamente a aprovação de financiamentos, cartões e empréstimos, inclusive para pessoas com restrições no nome.
De acordo com dados da Serasa, a média nacional do score é de 548 pontos, enquadrada na faixa considerada boa em uma escala que varia de 0 a 1.000. A classificação é dividida entre muito baixo (0 a 300), baixo (301 a 500), bom (501 a 700) e excelente (701 a 1.000), servindo como um indicativo do histórico financeiro do consumidor.
A metodologia mais recente utilizada pela Serasa considera diversos aspectos para calcular a pontuação, entre eles o comportamento de pagamento, o histórico de crédito, a existência de dívidas, consultas realizadas para obtenção de crédito, atualização dos dados cadastrais e contratos financeiros ativos. Ainda assim, especialistas destacam que cada instituição pode adotar critérios próprios na avaliação dos pedidos.
Para quem deseja melhorar o score, especialistas recomendam manter as contas em dia, negociar débitos pendentes, aderir ao Cadastro Positivo, autorizar o compartilhamento de informações pelo Open Finance, evitar solicitar crédito em excesso em um curto período e manter os dados cadastrais atualizados. Essas práticas ajudam a fortalecer o histórico financeiro e podem ampliar as chances de aprovação em futuras operações de crédito.
IG


