Substância experimental ainda não possui aprovação para comercialização.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou o alerta sobre a comercialização irregular da retatrutida, medicamento ainda em fase de desenvolvimento clínico e sem autorização para venda em nenhum país. Atualmente, a única forma legal de acesso à substância é por meio da participação em estudos clínicos conduzidos pela farmacêutica responsável pelo produto.
Mesmo sem registro sanitário, canetas identificadas como retatrutida têm sido anunciadas em plataformas digitais e redes sociais, além de aparecerem em apreensões realizadas por órgãos de fiscalização na fronteira brasileira. Segundo a Anvisa, não há garantia de que esses produtos contenham, de fato, o princípio ativo divulgado.
Os números das apreensões cresceram de forma expressiva. Dados das operações realizadas pela Receita Federal e pela Anvisa na região de Foz do Iguaçu apontam que, apenas nos três primeiros meses de 2026, o valor das mercadorias retidas ultrapassou R$ 11 milhões, superando todo o volume registrado ao longo de 2025.
A preocupação aumentou após estudos científicos divulgarem resultados promissores sobre a substância. Pesquisas recentes indicaram redução significativa do peso corporal em pacientes com diabetes tipo 2, mas especialistas destacam que o medicamento ainda depende da conclusão dos testes clínicos e da análise das autoridades regulatórias antes de chegar ao mercado.
Médicos e a Anvisa alertam que o uso de produtos de origem desconhecida representa um risco elevado à saúde. Além da ausência de comprovação sobre a composição das canetas vendidas ilegalmente, não existem garantias de qualidade, eficácia ou segurança, o que pode expor consumidores a efeitos imprevisíveis e graves.
G1


