Nova regra exige presença feminina em cargos técnicos e médicos.
A Fifa aprovou uma nova regulamentação que amplia a participação de mulheres em cargos de liderança no futebol feminino. A medida estabelece que equipes participantes de competições organizadas pela entidade deverão contar com, pelo menos, duas mulheres em suas comissões técnicas, incluindo uma treinadora principal ou auxiliar e uma profissional da área médica.
A decisão foi aprovada pelo Conselho da Fifa e faz parte de uma estratégia voltada à ampliação da representatividade feminina em funções de comando. Segundo a entidade, apesar do crescimento do futebol feminino em todo o mundo, os postos de liderança ainda são ocupados majoritariamente por homens.
A implementação da regra começará na Copa do Mundo Feminina Sub-20, que será disputada na Polônia. Em seguida, a exigência também será aplicada em outras competições organizadas pela Fifa, incluindo a Copa do Mundo Feminina de 2027, que terá o Brasil como país-sede.
A técnica do Atlético, Fabiana Guedes, avaliou a iniciativa como um passo importante para reduzir desigualdades históricas na modalidade. Para ela, políticas institucionais que incentivam a ocupação de espaços por mulheres têm sido fundamentais para o desenvolvimento do futebol feminino ao longo dos últimos anos.
A criação da norma também está ligada aos dados observados pela própria Fifa. Na Copa do Mundo Feminina de 2023, apenas uma parcela das seleções participantes era comandada por treinadoras, cenário que evidencia a baixa presença feminina nos bancos de reservas e em posições estratégicas.
Além da nova exigência, a Fifa informou que continuará investindo na formação e qualificação de profissionais mulheres. Programas de bolsas, mentoria e capacitação têm sido utilizados pela entidade para ampliar o acesso feminino às carreiras técnicas e acelerar a presença delas em funções de liderança dentro do esporte.
O Tempo


